Case Geon – Amazonas Energia

A Base de Dados Geográfica da Distribuidora (BDGD) tem papel central na sustentação de processos importantes do setor elétrico. Mais do que uma obrigação normativa junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a BDGD é um insumo fundamental para análises técnicas e econômicas utilizadas em processos regulatórios das distribuidoras. Utilizada como base para avaliações relevantes como o cálculo de perdas técnicas e a validação das informações patrimoniais dos ativos que influenciam a definição da Parcela B, a qualidade, consistência e rastreabilidade dessa base tornam-se fundamentais para a confiabilidade das informações reportadas. Nesse cenário, o processo de validação, análise e consolidação da BDGD é um grande desafio operacional.

O alto volume de erros críticos apontados nas etapas de validação da Aneel, somado ao retrabalho recorrente entre as áreas técnica, regulatória e contábil, à dificuldade de rastrear inconsistências entre versões e à limitada visibilidade estratégica sobre os dados, compromete significativamente a eficiência do processo geração e validação da BDGD. A cada nova rodada de validação, instauram-se ciclos adicionais de correção, consumindo tempo e recursos, elevando custos operacionais e reduzindo a previsibilidade dos cronogramas de entrega.

Algumas dessas queixas eram comuns ao processo de validação da BDGD da Amazonas Energia (AME) antes da implementação do Geon, solução desenvolvida pela Norven para a gestão completa da BDGD. A partir da implantação da plataforma, o processo passou por uma transformação estrutural. A validação de conformidade dos dados para envio da BDGD passou a ser realizada com alta performance, logs detalhados e identificação clara de erros críticos e não críticos, permitindo que inconsistências antes identificadas apenas na fase final fossem tratadas de forma antecipada e organizada

Com dashboards estratégicos e operacionais customizáveis, a AME passou a acompanhar indicadores de qualidade da BDGD, evolução de erros por entidade, status de versões e análises gerenciais para tomada de decisão. A validação deixou de ser uma atividade exclusivamente técnica e passou a integrar a estratégia corporativa, com visibilidade para diferentes níveis da organização.

Outro avanço relevante ocorreu na conciliação físico-contábil. Por meio das ferramentas de conciliação, foi possível executar múltiplas rodadas de vinculação, identificar sobras físicas e contábeis, priorizar critérios de conciliação e assegurar maior aderência entre ativos e valores. Um processo que anteriormente era moroso, manual e sujeito a inconsistências tornou-se estruturado, auditável e orientado por critérios objetivos.

A funcionalidade de comparação entre versões e mutação da BDGD trouxe governança e controle sobre as alterações realizadas na base. A empresa passou a comparar versões automaticamente, identificar diferenças quantitativas e estruturais e acompanhar a evolução da base com segurança e transparência. Isso reduziu significativamente riscos de inconsistências não identificadas e aumentou a confiabilidade dos envios regulatórios.

As análises georreferenciadas também desempenharam papel estratégico. A visualização em mapa, com camadas personalizadas e análises setorizadas, permitiu identificar padrões regionais de inconsistência, cruzar dados técnicos e contábeis e apoiar decisões de investimento e manutenção com base em evidências espaciais. A BDGD deixou de ser apenas uma obrigação regulatória para tornar-se uma ferramenta efetiva de gestão.

Mais do que atender à conformidade, a implementação do Geon promoveu uma mudança cultural na governança da informação. A integração entre áreas técnicas, regulatórias e contábeis passou a ocorrer em um ambiente único, automatizado e controlado. A BDGD deixou de ser um ponto de tensão operacional e passou a representar um ativo estratégico, capaz de apoiar decisões, fortalecer a governança e reduzir riscos regulatórios.

Esse case demonstra que, com tecnologia adequada e metodologia estruturada, é possível transformar complexidade em eficiência, risco em controle e obrigação regulatória em vantagem competitiva.

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